As performances de Mick Schumacher, filho do heptacampeão Michael, já estão chamando a atenção de dois campeões da Fórmula 1. O piloto de 19 anos evoluiu muito neste ano e conquistou recentemente o campeonato da F-3, conquistando pontos suficientes para ter o direito de pilotar carros da categoria principal. É considerada uma questão de tempo até que ele tenha algum tipo de vínculo com uma equipe da F-1, e inclusive o chefe da Ferrari, Maurizio Arrivabene, já disse que o time “quem pode dizer não, em Maranello, para um nome desses?”
Mas, para Lewis Hamilton, Mick já mostrou que tem mais do que um dos sobrenomes mais famosos da história da categoria. E não acha que toda a badalação em cima do jovem piloto vá atrapalhá-lo.
“Não acho que será um fardo. Acho que é natural que, quando os campeões têm filhos [que se acredite que eles chegarão à F-1]. Michael é tido como o melhor de todos os tempos, por ter mais títulos, existe 100% de chance de que o nome Schumacher vai voltar à F-1, parcialmente por conta do nome, mas em segundo lugar porque ele está fazendo um grande trabalho.”
Por outro lado, Hamilton admite que o sobrenome famoso é meio caminho andado, pois acredita que o nome tem um peso importante na percepção das pessoas acerca do talento do alemão.
“Ele obviamente tem muito talento, como seu pai tinha, da mesma forma que Keke e Nico [Rosberg], e também quando Fernando tiver filhos tenho certeza de que o sobrenome Alonso estará aqui novamente. Mesmo se ele não for bom, ele vai chegar na F-1 por conta do nome.”
O piloto da Mercedes, que tem grandes chances de conquistar o pentacampeonato neste final de semana no GP do México – precisa apenas de um sétimo lugar – revelou que teve uma boa impressão de Mick Schumacher nas vezes em que o alemão esteve em sua equipe. “Ele é muito atento. E como ele tem talento, não acho que o sobrenome vá pesar. Acho que poderia ser ótimo para o esporte.”
Alonso, por sua vez, disse não conhecer o filho do rival que derrotou em uma disputa direta pelo título em 2006. “Nunca me encontrei com ele. Só vejo os resultados de fora e ele tem talento e será bom para o esporte ter o sobrenome Schumacher de volta. Vamos ver o que acontecerá no futuro, não temos de colocar mais pressão do que ele já tem. Deixemos que o tempo decida.”
Depois de conquistar o título da F-3 em sua segunda temporada na categoria, com oito vitórias e 14 pódios, o passo natural para Mick seria a Fórmula 2.
Na categoria de cima, não é só a Ferrari que está de olho no filho de Schumacher. Na F-3, ele competia com motores Mercedes, e Toto Wolff revelou que tem acompanhado-o de perto. “Ele estava sob muita pressão e não é fácil lidar com isso, especialmente se a temporada não começa da melhor das formas, como foi o caso dele. Mas sua performance na segunda metade da temporada foi muito impressionante. Ele mostrou que tem qualidade suficiente para se tornar um dos grandes do nosso esporte.”
Mesmo obviamente beneficiado pelo sobrenome, Mick Schumacher tenta se afastar de comparações com o pai, cujo estado de saúde segue inalterado desde que ele sofreu sérias lesões cerebrais em um acidente de esqui no final de 2013.

JULIANNE CERASOLI
CIDADE DO MÉXICO (UOL/FOLHAPRESS)

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